"Como fruta colhida ainda verde ou uma flor cortada antes de se abrir, as nossas tentativas de apressar o tempo de Deus pode estragar a beleza de Seu plano para a nossa vida. Só porque algo é bom, não quer dizer que devemos buscá-lo neste exato momento. Temos que nos lembrar que A COISA CERTA NO TEMPO ERRADO, É A COISA ERRADA." (Eu Disse Adeus ao Namoro - Joshua Harris)
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Interests: *Minha vida era como uma noite salpicada de estrelas, a escuridão era as minhas tristezas e as estrelas eram os pedacinhos de felicidade que vivi ao longo da minha vida, elas tinham um brilho tão intenso que me faziam ver que apesar de tudo,a vida tinha valido a pena. Um dia o Sol entrou em minha vida e sua luz iluminou toda essa escuridão.Agora, vivo apenas da felicidade e do calor que este pode me oferecer.* Quando você não tem Deus no coração, sua vida é como a noite salpicada de estrelas,quase tudo é tristeza e há apenas alguns pontinhos de felicidade,quando Ele entra no seu coração,tudo se ilumina,tudo se torna perfeito e você consegue perceber o quanto a vida é maravilhosa. by -Jeanne-


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Thursday, June 18, 2009

Greve na USP

Como todos sabem, a USP está em greve a um mês. Nunca me importei muito com essas coisas e nunca corri atrás para entender o que acontece. Para mim, greve não é a melhor saída para resolver alguma coisa. Por isso, sempre me mantive fora desse tipo de assunto na faculdade.

Porém, hoje, uma amiga me enviou um link com o manifesto dos alunos da turma de Alemão da FFLCH. O manifesto é sobre um lamentável incidente que aconteceu semana passada e que, até então, eu só havia ouvido falar. Ao ler o manifesto, não pude deixar de sentir vergonha pelos grevistas, vergonha por muitos deles fazerem parte da mesma faculdade que eu e agirem de forma tão irracional. Tive que me manifestar! Segue o texto na íntegra:

 

Postado por Catia P.

Manifesto dos alunos em repúdio ao incidente envolvendo a turma do período noturno da disciplina FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I no dia 09.06.2009

São Paulo, 11 de Junho de 2009. 

Este último dia 09 foi um dia triste na história da Universidade de São Paulo. Presentes ou não, todos nós da comunidade USP vimos o poder da força tomando o lugar do poder das palavras: o diálogo foi negado a favor da violência.

O diálogo, entretanto, manteve-se presente na disciplina FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I durante todo o curso. A viabilidade para realização da prova no dia 09.06, marcada anteriormente ao estabelecimento da greve, e a própria disposição ou não dos alunos em a realizarem também estiveram inclusas em nossos diálogos por meio do fórum de discussões do sistema Moodle (http://moodle.stoa.usp.br). Várias possibilidades foram abordadas e a decisão final foi: quem quisesse ir fazer a prova, que fosse, e quem não quisesse ir ou tivesse o acesso impedido faria uma prova alternativa via Moodle em data ainda a ser definida. A escolha ficou a critério dos alunos, que de maneira alguma seriam prejudicados pelo não-comparecimento. Segundo consta no Júpiterweb há 24 estudantes matriculados nessa matéria no período noturno – 12 alunos compareceram para a prova.

Próximo ao término da prova, por volta das 20:44 horas, nós, estudantes, de dentro da sala, ouvimos alguém gritar “Hitler!” três vezes. Apesar de que pelo bom-senso ou conhecimento de mundo mínimo parecer desnecessário relatar tal atitude como ofensiva, parece-nos melhor esclarecer que a alusão a um dos maiores genocidas da história da humanidade para uma turma que por vontade própria está realizando uma prova é, para dizer pouco, repugnante. Mas, ainda, falar isso para uma turma de Alemão é de um generalismo absurdo, ignorante e inaceitável. Os estudantes de Letras poderiam lembrar-se (ou conhecer) as palavras do poeta judeu de língua alemã nascido em Czernowitz, que teve os pais mortos pelo regime nazista e foi submetido a trabalhos forçados no campo de concentração: “A língua permanece intacta, sim, apesar de tudo” (adaptação do original).

Pouco tempo após isso, diversos estudantes abriram a porta para “falar sobre o que havia ocorrido na universidade”. Não foi uma tentativa de dialogar ou argumentar sobre a legitimidade de nossa presença em sala: foi uma série de insultos, baderna e julgamentos de caráter. Os alunos da sala se manifestaram dizendo que estavam lá porque queriam e que aqueles que não estavam presentes, ao contrário do que se gritava (afirmando que estávamos lá “sob coerção de nota”), não sairiam no prejuízo. Cada um como indivíduo pensante, como adultos que somos, estávamos lá exercendo aquele direito que a nossa sociedade ocidental tem como supremo: o direito de livre-arbítrio. Não seria esse o momento dos alunos que se dizem “a favor da democracia” respeitarem o direito de seus semelhantes? O fracasso do diálogo fez com que alguns alunos do Alemão tentassem fechar a porta: medida irrealizável e tomada à flor das emoções.

Por fim, o que puderam fazer doze alunos quando cerca de cem, mais ou menos, alunos histéricos (fazendo uso aqui da acepção proposta no Dicionário Houaiss “comportamento caracterizado por excessiva emotividade ou por um terror, pânico”) os obrigam, por meio de intimidação verbal e gritaria, a deixarem a sala de aula? – Sair.

Assim, saímos. Cinco alunos acompanharam a professora até a sala dela para discutir o que tinha acabado de acontecer e também porque temiam maiores retaliações direcionadas à professora. Ao perceberem isso, os estudantes chegaram a mais uma conclusão infundada: os alunos estariam indo para terminar a prova, “bando de puxa-sacos”. Eles vieram atrás desses alunos e da professora, que, temendo pela integridade física dos mesmos, trancou a porta de sua sala. Nisso, os estudantes começaram a bater com excessiva força na porta, como que tentando derrubá-la, e desligaram a luz do andar inteiro. Sentimento dos que estavam lá dentro? Perplexidade. Vinte ou trinta minutos depois os estudantes foram se dispersando e os vigilantes do prédio apareceram para ligar a luz e acompanhar os que estavam dentro da sala até a saída do prédio. Os alunos e a professora saíram, então, chocados, assustados, tristes.

Foi dada como justificativa da ação a alegação de uma suposta aluna do Alemão ter sido agredida (levado um tapa na cara) pela professora. Isso é uma mentira e uma calúnia. Quem era do Alemão, repetimos, estava lá porque queria: teve direito de escolha. O fato dos estudantes terem reagido sem o menor conhecimento de causa, sem tentar averiguar o ocorrido só mostra como uma inverdade é capaz de manipular muita gente.

O que fica dessa história toda? Repúdio. Repúdio pela ação autoritária, agressiva e ofensiva dos estudantes com a turma de FLM0305 Introdução à Tradução do Alemão I. Repúdio por no prédio de Letras da “maior universidade do Brasil” o diálogo não ter sido estabelecido, pelo valor da palavra como solucionadora de conflitos não ter sido aceito. E ainda: repúdio pela não-superação dos métodos autoritários e repressores por parte dos estudantes, que, alegando serem esses os métodos da PM, foram, neste caso, os próprios propagadores da irracionalidade e do desrespeito ao indivíduo. Tivesse vindo uma abordagem dessas de um grupo que se reconhece intransigente, seria outra coisa. Mas vindo de pessoas que dizem defender a democracia, o diálogo e, não obstante, os estudantes, é simplesmente inaceitável.

Os argumentos de que houve uma assembléia para votação da greve e que a maioria votou pelo “sim” não convencem. Assembléia em que algumas centenas de estudantes comparecem para um curso que tem mais de cinco mil estudantes não é representativa. Procuremos outros meios, usemos a tecnologia a nosso favor, há formas de incluir aqueles que não têm disponibilidade de estarem presentes em todas as assembléias. Mas não declarem o favoritismo a uma greve por contraste. E não nos obriguem a aceitar isso. Nós sabemos que ao optar por fazer a prova estávamos, inevitavelmente, nos posicionando contra esta greve, mas não tínhamos sido avisados que a mobilização em favor de uma determinada ideologia é compulsória. Preferimos acreditar na autonomia da escolha do indivíduo. Nós lamentamos a truculência da polícia com os estudantes e nos posicionamos, também, contra isso. Porém, não admitimos que o nosso direito de escolha seja desrespeitado. Quando se tira o direito de escolha de alguém, tira-se sua alma. E não aceitamos que ninguém, nem mesmo os estudantes da Universidade de São Paulo, faça isso conosco. 

Este manifesto foi organizado e apoiado por parte dos alunos da disciplina em questão. Todos os alunos matriculados na matéria foram informados via e-mail sobre feitura do manifesto e receberam previamente uma cópia do mesmo. Nenhum aluno, até momento, se posicionou contrário à publicação desse texto. 

 Sem mais,

 Alunos da disciplina Introdução à Tradução do Alemão ILetras – FFLCH/USP


Friday, June 12, 2009

Feliz Dia dos Namorados!

Esses dias, estava mexendo nos meus arquivos quando encontrei esse vídeo. É muito velho, fiz há muitos anos atrás, mas achei bonito e resolvi postar hoje.


Para quem não conhece, esse é um lindo poema de Carlos Drummond de Andrade chamado "O Amor". Segue-o na íntegra para vocês e um FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR"


Wednesday, June 03, 2009

AF 447

Como todos sabem, na noite de domingo, um avião da Air France desapareceu durante um vôo Rio-Paris.
Fiquei sabendo dessa notícia só na segunda-feira de manhã, quando meu chefe, veio muito apreensivo na minha mesa, com o nome de um chinês na mão, pedindo para eu verificar a passagem dele.
Procurei nos meus arquivos, abri, e lá estava, Fulano de tal (não colocarei o nome dele), Rio de Janeiro - Paris, vôo AF447. Eu e meu chefe gelamos na hora.
Conferimos todos os dados, data, hora de embarque, hora de chegada em Paris... tudo batia com o que a internet fornecia sobre o vôo desaparecido.
Meu chefe pediu para que eu fizesse uma varredura no sistema da empresa para ver se havia mais algum funcionário naquele vôo, falei com as agências, e nada. Ele foi o único funcionário.
Comecei, então, a procurar por telefones para obter mais notícias, liguei para o aeroporto Tom Jobim, para a Air France e nada. O tempo de espera era enorme! Só depois de muito, mas muito tentar, consegui falar com alguém. Essa pessoa não queria me fornecer nenhuma informação, já que eu não era da família, mas expliquei que ele era um funcionário expatriado e que a família dele não estava no Brasil. Como eu estava de posse do número do passaporte e data de nascimento dele, forneci as informações e eles acreditaram em mim. Disseram que iam ligar de volta assim que tivessem alguma notícia.
Passei a manhã toda esperando algum telefonema, garimpando informações na internet...! Só depois de muito tempo, a Air France me ligou, infelizmente, para confirmar que o funcionário realmente estava naquele vôo. Eles me passaram todas as orientações que deveria seguir e disseram que como eu era o único contato dele aqui no Brasil, qualquer problema ligariam para mim.
Passei todas as informações para o meu chefe, e para os advogados da empresa e deixei para que eles resolvessem tudo.
Desde segunda, entro toda hora na internet para ver se liberaram a lista de passageiros e se encontraram destroços do avião, primeiro porque meu chefe me pede essas informações toda hora, segundo porque eu também gostaria de ter a certeza absoluta de que o chinês realmente estava naquele vôo e que não havia mais ninguém da empresa.
Fiquei muito triste com essa notícia, pois essas coisas você nunca espera que vá acontecer tão próximo a você.
É muito estranho pensar que fui eu a pessoa que emitiu a passagem para ele e que as coisas, talvez, poderiam ter tomado um rumo diferente.
Nesses dias, minha cabeça anda recheada de 'sês'. Se eu tivesse mandado outras opções de vôo para ele... Se eu tivesse sugerido a ele viajar por São Paulo e não pelo Rio (isso acontece sempre, pois passagem pelo Rio é mais cara e os vôos geralmente estão lotados), se tivesse outros vôos mais baratos, etc. Claro, sei que a culpa disso tudo não foi minha, mas sempre fica aquela sensação esquisita de que você poderia ter feito alguma coisa, sei lá. O mais irônico disso tudo é que eu reservei justamente o vôo que ele havia pedido para reservar. Aqui na empresa temos a política de comprar apenas as passagens mais baratas e o que os funcionários pedem, geralmente, são as mais caras e eu tenho que brigar com eles para que eles viagem com outras companhias aéreas, mas no caso dele, justamente o vôo solicitado era o mais barato e não tive problema nenhum em emitir e mandar para ele.
É triste lembrar que ele me ligou na sexta-feira dizendo que não havia recebido a passagem e eu insistia que havia mandando. Lembro que procurei nos meus arquivos e encontrei um e-mail dele agradecendo pela passagem, dei um forward e escrevi "Você recebeu a passagem, você até me agradeceu, viu?!", e ele respondeu pedindo desculpas, pois havia se confundido e desejou tudo de bom para mim.
Como a vida é esquisita, né. Uma hora o moço está conversando comigo e mandando e-mails e de repente, não está mais entre nós, perdido, em algum lugar do Oceano Atlàntico. A gente nunca sabe mesmo o que vai acontecer conosco amanhã.
Claro que ainda estou bem abalada com o que aconteceu, quem não está?! Mas a vida é assim, né.
Daqui a pouco, tudo isso deixa de ser notícia na imprensa e tudo começa a se normalizar. E os chineses da empresa voltarão a brigar comigo para viajarem com a Air France.


Saturday, May 30, 2009

Conversa entre dois bebês


- E aí, véio?

- Beleza, cara?

- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

- Quer conversar sobre isso?

- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

- Como assim?

- Por exemplo: há alguns dias, antes de
dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei
quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer
com alguém?

- Nunca.

- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela?
Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?

- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?

- Como assim, véio?

- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas
estranhas sobre a minha mãe.

- Tipo o quê?

- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

- Caramba! Mas por que ela fez isso?

- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

- E sabe a Francisca ali da esquina?

- A Dona Chica? Sei sim.

- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá,paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele poder passar
desfilando e tal.

- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

- É. Só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.

- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito


Monday, May 25, 2009

Olá!!
Meu fim de semana foi tão corrido, que nem consegui entrar aqui para deixar um recadinho.
Na verdade, só o sábado foi corrido, pois domingo eu só dormi em consequência do que eu fiz no dia anterior! Hehehe...
Sábado, teve a festinha de aniversário do Luquinhas! A festa foi super legal, teve show de mágica, caricaturista desenhando a gente e barraquinhas de comidinhas!
Aiai... e pensar que ainda ontem, eu vi o Luquinhas pela primeira vez no colo do pai, a coisinha mais fofa do mundo, morrendo de medo das menininhas que ficavam cercando ele, querendo brincar...! Hahaha... Ele tinha apenas 1 aninho! Hoje, pelo menos, ele dá um beijinho e um abraço! Hahaha... Ai, estou ficando velha!


Na fila para ser "caricaturada"

Sempre tem um...!

Caricaturista



Minha caricatura
 
Hunft! Palhaço...! rsrs

Primas

Cara de quem está afim de tirar foto com a tia Jeanne! rsrs

Comendo pizza...

Olha a cara do Luquinhas! rsrs

Luquinhas e Lucão

Tio e tias

Detalhe na caricatura do Hélio



Vai saber o que ele estava fazendo...!

Tios e tias (detalhe no Hugo e no Thia)

Parabéns, Luquinhas!!

Família linda


Após a festa, fomos ao teatro do Shopping Frei Caneca assistir ao stand up do Rafinha Bastos, começou à meia-noite, mas valeu muito a pena! Ele é muito engraçado e fez umas piadas muito inteligentes! Ri tanto que depois saí com as bochechas doendo! Hihihi... Eu até recomendaria, mas sábado agora é a última apresentação e os ingressos já se esgotaram!
Já deu para imaginar a hora que cheguei em casa, né...! O pior foi que eu tive de acordar no dia seguinte para a aula de chinês. Fui morrendo de sono...! Hehehe... mas a tarde também, dormi até não aguentar mais!



Boa semana para todos!

Beijinhos*




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